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- Declaração do Imposto de Renda 2026: prazo, como se preparar e como declarar com segurança
A Declaração do Imposto de Renda 2026 é mais do que uma obrigação anual: ela consolida oficialmente tudo o que você recebeu, gastou e acumulou em 2025. E é justamente por isso que a preparação faz diferença. Quando você organiza documentos e confirma coerência entre rendimentos, bens e movimentações antes de começar a preencher, a entrega fica mais rápida e o risco de inconsistências com informes de empresas e bancos diminui. Ao longo deste artigo, você vai ver o prazo, o que separar, como declarar com segurança e quais cuidados ajudam a evitar pendências e retrabalho. Por que a declaração importa na prática A declaração é o consolidado oficial da sua vida fiscal de 2025 . Ela precisa fazer sentido para a Receita quando comparada aos dados que terceiros informam: empresas (fontes pagadoras), bancos e corretoras, operadoras de saúde, imobiliárias e cartórios. Quando as informações não batem, a Receita tende a segurar a análise, pedir esclarecimentos ou colocar a declaração em revisão. Outro ponto que muita gente subestima é a coerência patrimonial. Se você teve mudança relevante de patrimônio — comprou ou vendeu imóvel, trocou de carro, movimentou investimentos, recebeu herança, fez doação, teve rendas extras — a declaração é onde isso precisa ser explicado com lógica e documentação. Não é só preencher “campos”: é contar uma história fiscal que se sustenta nos documentos. Quem precisa declarar o IRPF 2026? As regras de obrigatoriedade são definidas pela Receita Federal em norma específica do ano (para o exercício 2026, ano-calendário 2025). Com a recente atualização, contribuintes que recebem até R$ 5.000,00 estarão isentos do imposto de renda . Acima disso, o valor será menor que nos anos anteriores, aumentando de forma gradativa. Além disso, aposentados e pensionistas com moléstias graves também estão isentos , mesmo que excedam o limite de R$ 5.000,00. Entretanto, é preciso ter todos os documentos comprobatórios. A isenção, neste segundo caso, não é automática. Como se preparar sem transformar isso em um caos A Declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-calendário 2025) já está aberta. O prazo de entrega vai de 23/03/2026 (8h) até 29/05/2026 (23h59) . Quando a declaração é deixada para o final, o problema raramente é “só atraso”. O que mais pesa é o risco de enviar informações incompletas, inconsistentes ou sem documento, e isso costuma gerar pendência, travar restituição ou exigir retificação depois. O programa gerador foi disponibilizado alguns dias antes, em março, para permitir preparação antecipada. O jeito mais eficiente de organizar o IR não é sair preenchendo a declaração de uma vez. O que funciona é preparar o material antes, porque isso reduz erro e retrabalho. Comece reunindo seus rendimentos . Aqui entram salários, pró-labore, aposentadoria, pensões, aluguéis, rendas de prestação de serviço e qualquer outra fonte que tenha pago você em 2025. O ponto-chave é usar os informes oficiais . Não vale “chutar” valores nem confiar só em extrato bancário. Se faltou informe, o correto é pedir ao pagador, porque é o informe que costuma ser cruzado. Depois, organize a parte de bancos e investimentos . Esse bloco é uma das maiores fontes de inconsistência, porque a Receita recebe dados das instituições financeiras e espera que a declaração reflita isso. Separe os informes de bancos, corretoras e aplicações, incluindo rendimentos, saldos e movimentações relevantes. Se você operou renda variável, tenha os relatórios e informações de operações, porque o tratamento é diferente de “investimento parado”. Em seguida, revise bens e direitos com atenção. Se você comprou um imóvel, vendeu um carro, quitou um financiamento ou entrou/saiu de sociedade, isso precisa aparecer de forma coerente: origem do recurso, datas, valores e documentação. Erros aqui geram o tipo de pendência que dá mais trabalho para explicar depois, porque envolve patrimônio. Só então vá para as deduções e pagamentos . Despesas médicas e de saúde merecem cuidado especial, porque são um dos itens mais sensíveis a inconsistência. O problema não é declarar despesas: é declarar sem recibos corretos, sem identificação, ou com valores que não conversam com os informes das operadoras. Educação, previdência e dependentes também exigem consistência, especialmente quando há mais de um responsável declarando. No final, faça a parte que muita gente ignora: uma checagem simples de coerência. Pergunte para você mesmo: “o que estou declarando faz sentido com o que bancos e pagadores informaram?” e “meu patrimônio no final do ano faz sentido com a renda que eu declarei?”. Essa checagem evita boa parte das retificações. Como fazer a Declaração do Imposto de Renda 2026: passo a passo sem complicar Passo 1 — Escolha o canal de preenchimento Você pode declarar pelo programa, pelo ambiente online (“Meu Imposto de Renda”) e, quando disponível, utilizar a declaração pré-preenchida para ganhar tempo e reduzir erro de digitação. Passo 2 — Comece pelos informes oficiais Preencha primeiro rendimentos e bancos/investimentos a partir dos informes. Isso cria a base do “cruzamento” e reduz chance de divergência. Passo 3 — Depois registre patrimônio e mudanças Se comprou ou vendeu bens, registrá-los corretamente é essencial para coerência patrimonial. Aqui é onde muita gente erra por pressa. Passo 4 — Só então inclua deduções e pagamentos Deduções sem comprovantes ou com inconsistência de dados podem gerar pendência. O ideal é lançar tudo com documento organizado. Passo 5 — Faça a checagem final de coerência Antes de enviar, responda objetivamente: O que declarei “bate” com os informes de fontes pagadoras e bancos? O patrimônio faz sentido com a renda declarada? Há despesas relevantes sem comprovante claro? Dicas que realmente evitam dor de cabeça A primeira dica é evitar “corrigir na unha” quando falta informação. Se faltou informe, busque o informe. Se houve compra/venda de bem, tenha documento. A segunda é dar atenção às mudanças de patrimônio, porque isso costuma ser o que mais levanta dúvida quando a Receita compara anos diferentes. A terceira é não misturar rendas de naturezas diferentes, como aluguéis, prestação de serviços e salário, porque isso muda a forma de apuração e pode exigir controles específicos (como carnê-leão, em alguns casos). E uma dica final, bem prática: se você teve um ano “mais movimentado”, com múltiplas fontes de renda, investimentos, compra/venda de bens, dependentes, despesas médicas relevantes, vale fazer a declaração sem pressa. O custo do erro geralmente é maior do que o custo de fazer direito desde o começo. Se você quiser fazer com mais previsibilidade A Nobre+ pode apoiar desde a organização do material até a validação de coerência e entrega da declaração, especialmente quando há mais de um vínculo, rendas variáveis, aluguéis, atividade autônoma ou mudanças patrimoniais relevantes.
- Gestão de passivos tributários: como reduzir risco, recuperar previsibilidade e evitar medidas mais graves
Muitas empresas tratam o passivo tributário como um assunto “do contencioso”, algo que fica na gaveta até virar intimação. Esse comportamento custa caro por dois motivos. O primeiro é financeiro: juros e multas crescem e corroem caixa. O segundo é operacional: pendências podem travar certidões, dificultar crédito, comprometer contratos e aumentar exposição em fiscalizações. Em 2026, esse tema ganhou mais relevância com um precedente que mudou o nível de atenção que empresas precisam dar ao assunto. A 3ª Turma do STJ reconheceu a legitimidade e o interesse processual da Fazenda Pública para pedir falência do devedor quando a execução fiscal anterior não dá resultado . Isso não significa que “toda dívida vira falência”. Significa que, em situações em que a cobrança se mostra ineficaz e há elementos de insolvência, a Fazenda passou a ter mais uma ferramenta processual, e empresas precisam operar com mais governança na gestão do passivo. O caso de Sergipe: o que aconteceu e qual é a lição prática Segundo a comunicação do STJ e reportagens sobre o tema, o caso envolve uma empresa de Sergipe, com crédito tributário em torno de R$ 10 milhões , e um pedido de falência apresentado após anos de execução fiscal sem êxito na satisfação do crédito. A discussão existia porque, historicamente, havia decisões que afastavam a falência como instrumento para cobrança tributária, sob o argumento de incompatibilidade com a lógica da execução fiscal. O STJ, porém, apontou que o entendimento evoluiu e que a falência pode ser uma via adequada quando a execução fiscal foi previamente tentada e se mostrou frustrada , desde que a medida seja usada de forma excepcional e justificada. As empresas só precisam entender que a gestão de passivos não é burocracia. É governança aplicada ao caixa e à continuidade do negócio. A lição para empresas é direta: quando o passivo é relevante e a execução fiscal já não encontra caminho efetivo (por ausência de bens penhoráveis, garantias insuficientes ou paralisia processual), o risco deixa de ser “uma dívida em aberto” e passa a ser um tema de continuidade e governança . O que é gestão de passivos tributários (e o que não é) Gestão de passivos tributários não é apenas parcelar quando dá e também não é apenas contestar tudo. É uma rotina estruturada para responder perguntas que mudam decisões: Qual é o tamanho real do passivo, incluindo encargos, e como ele evolui mês a mês? Quais débitos estão em fase administrativa, quais estão judicializados e quais já estão em execução? O que está sem garantia e pode escalar rapidamente? O que impacta certidão, crédito bancário e contratos com clientes? Quais discussões têm lastro técnico e documentação para sustentar defesa? O que deve ser regularizado por viabilidade financeira e risco de continuidade? Quando a empresa consegue responder isso, ela deixa de atuar por susto e passa a atuar por prioridade. O processo de administração do passivo tributário 1) Inventário completo do passivo (o “mapa”) O primeiro passo é levantar tudo, inclusive o que costuma ficar fora do radar: débitos declarados e não pagos, autos de infração, parcelamentos ativos, parcelamentos rompidos, discussões administrativas, ações judiciais, garantias ofertadas e execuções fiscais. Aqui, o erro típico é trabalhar com planilha parcial e descobrir “pedaços” do passivo conforme chegam novas intimações. O inventário precisa registrar, para cada item, o valor principal, encargos, fase processual, risco, status de garantia e impacto operacional (certidões, bancos, fornecedores, clientes). Isso permite visão gerencial, não apenas jurídica. 2) Classificação por fase e criticidade Depois, é necessário classificar por criticidade. A prioridade costuma ser definida por uma combinação de fatores: execução fiscal em andamento, risco de bloqueios, risco de protesto, impacto em certidão e risco de medidas mais gravosas. O caso analisado no STJ reforça exatamente esse ponto: a escalada ocorre quando a via de cobrança tradicional deixa de produzir efeito. 3) Estratégia por “tipo de passivo” Nem todo passivo tem a mesma solução. Alguns exigem regularização rápida por custo e impacto operacional; outros pedem defesa técnica com documentação robusta; outros ainda precisam de reestruturação financeira para viabilizar pagamento ao longo do tempo. A decisão correta depende de viabilidade e de risco. É nesse ponto que muitas empresas perdem dinheiro: escolhem a estratégia por hábito (“vamos parcelar tudo” ou “vamos discutir tudo”) e não por critérios. 4) Garantias e trilha documental Gestão de passivo é também gestão de prova. Se a empresa vai discutir, precisa de documentação coerente: memórias de cálculo, notas, contratos, livros e justificativas. Se vai regularizar, precisa de consistência contábil e financeira para sustentar o plano. Falhas nessa trilha aumentam o custo e a exposição. 5) Plano de ação e governança mensal O passivo não é um projeto de uma vez. Ele pede governança: calendário de ações, indicadores simples (passivo total, passivo crítico, custo mensal de encargos, itens sem garantia, itens que travam certidão) e revisão periódica. O objetivo é reduzir o “passivo crítico” antes que ele vire uma urgência. Por que isso melhora caixa e competitividade? A gestão de passivos tributários melhora resultado por caminhos bem concretos já que ela reduz pagamento desnecessário de encargos por atraso evitável, evita bloqueios e travas operacionais que geram perda de vendas e reputação, aumenta previsibilidade de caixa, porque transforma sustos em cronograma, melhora negociação com bancos e parceiros, porque dá transparência e controle, e ainda diminui risco de escalada processual em execuções que não encontram solução. Alguns sinais costumam aparecer antes de um problema maior: Quando a empresa depende de retificações frequentes para fechar o mês, quando há multas recorrentes por obrigação acessória, quando não se sabe quais débitos estão em execução, ou quando a certidão vira problema recorrente para contratos e crédito, o passivo já está interferindo na operação. Se além disso existem execuções fiscais paradas, sem garantia e sem plano, o risco de escalada aumenta e o precedente recente é um alerta para tratar esse tema com seriedade. Como a Nobre+ atua na gestão do passivo tributário Na Nobre+, a gestão de passivos tributários começa por método e clareza. Organizamos o inventário completo, classificamos criticidade, definimos estratégia por tipo de débito e estruturamos um plano de ação com prioridades, cronograma e governança mensal. Quando há necessidade de discussão, sustentamos com documentação e memória de cálculo. Quando há necessidade de regularização, desenhamos o caminho mais viável dentro da legalidade, com atenção ao impacto no caixa. O objetivo é simples e prático : reduzir risco, recuperar previsibilidade e impedir que o passivo conduza a empresa. O precedente do STJ não muda o fato de que empresas podem discutir e regularizar tributos dentro das regras. O que ele muda é a urgência de tratar passivo tributário como agenda de gestão, especialmente quando há execução fiscal frustrada e ausência de garantias.
- Planejamento sucessório antes da reforma tributária: por que agir agora
O debate sobre a Reforma Tributária nunca acontece no vazio. Ele mexe com regras, com interpretações e, principalmente, com previsibilidade. Em sucessão patrimonial, previsibilidade é sinônimo de proteção. Além disso, e mpresas familiares representam cerca de 90% dos empreendimentos no Brasil (Sebrae/IBGE) . Ainda assim, 70% encerram suas atividades com a morte do fundador por falta de planejamento jurídico e de práticas de gestão adequadas. Quando uma família ou sociedade empresária decide organizar a transferência de bens, cotas e poderes, o objetivo não é apenas “pagar menos imposto”: é garantir continuidade, reduzir conflitos e blindar resultados contra surpresas . Em uma fase de transição regulatória, quem planeja cedo trava custos, define critérios e ganha tempo para executar com calma. Quem deixa para depois negocia sob pressão. A ideia central é simples: planejamento sucessório bem feito é um projeto jurídico, contábil e fiscal que coloca ordem na casa, define quem decide, como decide e quando cada etapa acontece. Quanto mais claro for o desenho, quanto mais coerente ele for com a realidade do negócio e da família, menor o espaço para insegurança no futuro. O que é planejamento sucessório, na prática Planejar a sucessão significa mapear o patrimônio, definir objetivos e estruturar a transferência com base legal e contábil. O ponto de partida é um diagnóstico : quais bens existem, onde estão, como são geridos, quais dívidas ou obrigações os acompanham, que contratos e seguros já existem. A partir daí, definem-se prioridades : manter o controle da empresa, preservar renda para a geração atual, facilitar a entrada de herdeiros, garantir liquidez para impostos e despesas do processo, ou preparar a saída organizada de um sócio. Com os objetivos sobre a mesa, escolhem-se os instrumentos. Muitas vezes, uma holding familiar ou imobiliária faz sentido para centralizar ativos, padronizar a gestão e permitir que a sucessão aconteça por meio de quotas, com regras claras de voto, distribuição e preferência. Em outras situações, a doação com reserva de usufruto é o caminho para transferir a propriedade aos herdeiros mantendo o uso e a renda com a geração que cede. Acordos de sócios, testamentos e políticas internas completam a estrutura, alinhando o que o direito civil permite ao que a contabilidade e a legislação tributária exigem. Também é parte do trabalho transformar tudo isso em lastro: avaliações de bens, documentação correta, registros em cartório, ajustes contratuais e parametrização contábil. Afinal, sem documentação, não há proteção. Por que fazer o planejamento sucessório antes da reforma tributária Mesmo que o foco principal da reforma esteja nos tributos sobre consumo, o ambiente regulatório como um todo tende a ganhar padronização, fiscalização mais integrada e menos espaço para soluções improvisadas. Isso importa por duas razões. A primeira é a incerteza normativa. Regras em transição aumentam o risco de decisões apressadas ou de elevação de custos em transmissões futuras. Quem organiza agora trabalha com critérios conhecidos e evita ter que refazer o desenho no meio do caminho. A segunda razão são os custos potenciais . A transmissão de bens costuma envolver ITCMD no âmbito estadual, imposto de renda em hipóteses de ganho de capital, além de custos cartorários e de registro. Em cenários de maior padronização e progressividade, a tendência é de endurecimento de critérios e menos brechas entre estados. Vamos exemplificar: Doação em vida com usufruto (patrimônio de R$ 3.000.000) Enredo: família transfere patrimônio hoje, de forma faseada, mantendo a renda (usufruto) com os pais. Premissas ITCMD hoje : 4% ITCMD progressivo (exemplo) : 6% até R$ 1,5 mi; 8% de R$ 1,5 a 5 mi Cartório/registro: ~0,5% Como fica no papel: Hoje: ITCMD 4% × 3,0 mi = R$ 120.000 + cartório R$ 15.000 → R$ 135.000 Cenário progressivo: 6% × 1,5 mi = R$ 90.000 8% × 1,5 mi = R$ 120.000 Cartório R$ 15.000 → Total R$ 225.000 Moral da história: antecipar a doação sob regras atuais poupa ~R$ 90 mil e dá previsibilidade. Planejar essas etapas pode significar menos desembolso, menos burocracia e menos tempo imobilizado em processos. Se você adiar a decisão, pode enfrentar faixas mais altas, bases de cálculo menos flexíveis e janelas mais curtas para se organizar. Não subestime também os custos cartorários e de registro, que podem ser diluídos com um cronograma faseado, e o “custo invisível” de litígios: conflitos familiares e societários consomem patrimônio com mais rapidez do que qualquer alíquota. Em resumo, o momento atual favorece quem busca controle. E controle, aqui, vale tanto quanto eventual economia fiscal. O que fazer, então? Não existe solução única. A estrutura nasce do objetivo . A holding familiar ou imobiliária é útil quando há necessidade de centralizar ativos, organizar a sucessão por quotas e dar previsibilidade à gestão. Ela permite construir políticas de distribuição e de governança que sobrevivem à mudança de gerações. A doação com reserva de usufruto é indicada quando se quer garantir renda à geração que transfere a propriedade, viabilizando uma transição gradual e controlada. Acordos de sócios e de quotistas são essenciais quando há empresa operando: definem critérios de decisão, preferência na compra e venda de quotas, política de entrada e saída, e regras de sucessão. O testamento ajusta o que o direito civil permite, protegendo vulneráveis e coordenando a vontade do autor com a realidade societária e fiscal. Independentemente da ferramenta, o funcionamento real depende do acerto contábil e do bom desenho tributário. É isso que evita surpresas em auditorias, em fiscalizações e em inventários. O primeiro passo é um diagnóstico 360° . Levante bens, participações, dívidas e seguros, classificando por tipo, localização e liquidez. Em seguida, defina objetivos concretos : quem deve manter o controle, qual a política de renda desejada, qual o nível de liquidez necessário para impostos e despesas do processo, quais salvaguardas são indispensáveis em caso de saída de sócio ou de falecimento. Com as prioridades definidas, simule cenários . Compare uma estrutura com holding e doações faseadas a uma sucessão mais concentrada; avalie impactos no ITCMD, no imposto de renda e nos registros; dimensione prazos. A partir daí, escreva as regras: acordos de sócios, políticas de retirada e distribuição, poderes e substituições. Feche com documentação e lastro: escrituras, registros e parametrização contábil; e implemente em fases, com checkpoints contábeis e fiscais. O objetivo é transformar uma decisão estratégica em uma rotina organizada e auditável. Os riscos de adiar Adiar é aceitar três riscos simultâneos: pagar mais caro, perder controle do processo e abrir espaço para conflito . Mudanças de regra podem elevar tributos ou reduzir hipóteses de isenção. A ausência de planejamento imobiliza ativos em inventários longos e caros, trava decisões operacionais e convida disputas. Falta de documentação ou incoerência contábil expõem a questionamentos que consomem tempo e recursos. Não se trata de “criar pressa”; trata-se de evitar urgência mais à frente. Como a Nobre+ conduz o planejamento sucessório Nosso trabalho começa por uma sessão de viabilidade e segue para um diagnóstico 360° patrimonial, societário, contábil e fiscal. Com dados organizados, construímos cenários, medimos impactos e propomos uma arquitetura que faça sentido para o seu objetivo: holding quando a centralização e a governança agregam valor; doações faseadas quando a transição gradual reduz riscos; acordos de sócios quando a continuidade da operação é prioritária; testamentos e instrumentos complementares quando a proteção civil exige precisão. Todo o desenho é acompanhado de documentação, parametrização contábil e um plano de implementação por etapas. A governança não fica no papel: definimos ritos, indicadores e pontos de controle para que a estrutura se sustente no dia a dia. O resultado é previsibilidade, segurança jurídica e eficiência operacional, três ingredientes que fazem diferença quando o ambiente muda. Fazer planejamento sucessório antes da reforma tributária não é uma corrida contra o tempo; é uma decisão de qualidade. Antecipar permite travar critérios, reduzir exposição a mudanças, organizar documentação e executar sem sobressaltos. Para quem tem empresa, imóveis de renda, participações societárias ou um patrimônio que sustenta a família, essa organização é o que separa continuidade de improviso. Na Nobre+, unimos consultoria Tributária, Contábil e Patrimonial para que sua decisão seja técnica, simples de entender e sólida na execução. Se você quer transformar esse tema em um plano claro, este é o momento. Entre em contato com os nossos especialistas.
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- Simulador de Tributação - Locação | Nobre Mais
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- Diagnóstico tributário | Nobre Mais
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IRPJ / CSLL / PIS / COFINS Contribuições previdenciárias Transação PGFN — até 65% de desconto Parcelamentos especiais e PERT Exclusão de tributos da base de cálculo Prescrição e decadência tributária Esfera estadual SEFAZ Estadual & PGE Passivos estaduais frequentemente negligenciados. Cada estado tem regras próprias de anistia, encargos e programas de regularização. ICMS — operações internas e interestaduais Substituição tributária contestável Encargos com base inconstitucional Programas estaduais de parcelamento Anistias e REFIS estaduais Monitoramento de prescrição intercorrente Esfera municipal Prefeituras & Procuradorias ISS, IPTU e taxas municipais acumulam multas e juros da mesma forma. Municípios também lançam anistias periódicas — e poucos empresários acompanham. ISS — Imposto sobre Serviços IPTU e taxas municipais Programas municipais de regularização Anistias e parcelamentos da prefeitura Revisão de lançamentos indevidos Multas por obrigações acessórias Preciso entender o meu caso Case real Nobre Mais Dívida ativa de ICMS encerrada. Sem pagar um centavo. Um dos nossos clientes, uma empresa industrial de São Paulo, carregava débitos de ICMS inscritos em dívida ativa desde 2011. Fizemos com que a dívida ativa de R$ 434.508 fosse extinta. O cliente não precisou pagar nada. Entenda a estratégia utilizada. Extinção de Dívida Ativa de ICMS Economia de R$ 434.508,88 Etapa 01 — 2014 Diagnóstico e contestação técnica dos encargos Identificamos que o Estado de SP aplicava juros acima da SELIC com base em norma declarada inconstitucional pelo TJ-SP. Documentamos o excesso e apresentamos o cálculo comparativo ao cliente. O débito foi recalculado com exclusão dos juros abusivos. Redução imediata de R$ 107.076 — queda de 27% sobre o valor exigido. Resultado confirmado em segunda instância, transitado em julgado em outubro de 2016. Etapa 02 — 2016 a 2022 Monitoramento estratégico e gestão do prazo prescricional Após a derrota na contestação dos encargos, a Fazenda Estadual passou a adotar postura de inércia — requerendo suspensões sucessivas sem promover qualquer ato voltado à satisfação do crédito. Orientamos o cliente a manter postura cautelosa enquanto acompanhávamos tecnicamente o fluxo de prazos. Ao longo de seis anos de arquivamento sem movimentação útil, configurou-se a prescrição intercorrente. Etapa 03 — 2026 Extinção formal da dívida ativa Em janeiro de 2026, o próprio órgão credor reconheceu formalmente a ocorrência da prescrição e não se opôs à extinção. Em maio de 2026, a extinção foi decretada com resolução de mérito — encerrando definitivamente o passivo. Valor total na data da extinção: R$ 434.508,88. Valor pago pelo cliente: R$ 0,00. "A administração estratégica do passivo tributário é uma disciplina técnica que vai muito além de simplesmente pagar ou parcelar dívidas. Ela envolve conhecimento profundo da legislação, compreensão dos mecanismos legais de extinção e capacidade de planejar estratégias de longo prazo." Marcio Nóbre - Consultor Tributário da Nobre Mais Como funciona o nosso processo Do diagnóstico ao plano de ação. 01 Diagnóstico gratuito 30 minutos. Mapeamos o passivo nas três esferas, apontamos os principais pontos de atenção e apresentamos as oportunidades de redução identificadas. Sem compromisso. 02 Análise aprofundada Com acesso à documentação, auditamos cada componente da dívida — multas, encargos, base de cálculo, prazo prescricional. O resultado é o número real que você deve. 03 Plano estratégico Cada dívida recebe uma recomendação: contestar encargos, negociar programa de anistia, estruturar parcelamento ou aguardar com estratégia. Prioridades, prazos e impacto financeiro estimado. 04 Gestão contínua Acompanhamento mensal, monitoramento de editais nas três esferas e relatório executivo. Como no case acima — às vezes a estratégia leva anos, e o timing certo é tudo. Descubra o real tamanho do seu passivo e das suas oportunidades. Quero um diagnóstico Tenha seu diagnóstico gratuito e personalizado preenchendo o formulário. Leva apenas dois minutos e te entregamos um mapa inicial do seu passivo tributário — federal, estadual e municipal — com os principais pontos de atenção e caminhos disponíveis. Sem compromisso.
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